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sábado, 17 de setembro de 2011

A natureza está morrendo

Certa vez, enquanto estava na escola, a professora perguntou-me se tinha alguma opinião sobre o desmatamento e a poluição de nosso planeta. Eu não sabia bem o que responder na hora...(e olha que eu sou bem falante e adoro opinar sobre diversos assuntos). Eu fiquei bem pensativa no momento enquanto a turma inteira fitava-me com olhares debochados, achando que eu iria falar alguma bobagem.
A professora ficou quieta, esperando uma resposta para a sua pergunta. Eu olhei para os lados para encarar os olhares irônicos de meus colegas de classe, então resolvi levantar de minha carteira e dirigi-me à frente da classe. Tornei meu olhar aos colegas e via-os rindo, como se soubessem que eu teria um “destino cruel”.
- “Ora bolas”, - Eu pensava comigo. - “Acho que estou perdida!”
Eu enchi meu peito de coragem e respirei fundo. Nesse momento eu tive que fechar os olhos para não ter que encarar aqueles rostos de frente. A professora continuava aguardando minha opinião sobre o assunto, da qual eu nem mesmo sabia sobre o que iria falar. De repente eu comecei a pensar em tantas coisas, tanta tristeza dos animais e tanta coisa ruim acontecendo em nossas matas, que meus olhos encheram-se de lágrimas. Eu não sabia ao certo o que iriam pensar de mim, mas eu não quis saber, tomei toda a coragem do mundo e resolvi falar as coisas que vinham do fundo da minha alma e foram essas as palavras que vieram-me a mente naquele exato momento:
- “Tem jacaré morrendo no pantanal
     E na Amazônia o panorama é igual
    Mico Leão dourado é peça de museu
    Pois o homem não cuida do que é seu
    E o governo e as pessoas mandam tudo para os ares
    E nem mesmo cuidam de seus mares
    Nosso ar está tão contaminado
    Que mais parece um campo minado
    Pronto para explodir nossos pulmões
    Como se fossem intensos trovões
    Nossos rios estão uma desolação
    Pois a água está cheia de poluição
    E enquanto tem peixe morrendo
    Nossa população está sofrendo
    Pois é isso o que a população está comendo
    Nossas árvores estão virando fogueira
    E o couro da onça pintada, uma peneira
    Pois não há lei no pais da “ecologia”
    E ainda digo que esse país vive isso hoje em dia
    Não estão se importando com a vida
    Mas fazem campanha que a gente duvida
    Se é campanha de publicidade
    Ou se é para terem popularidade
    Pois defendem seus interesses
    Não se importam com nossas preces
    Fico pensando nessa natureza tão especial
    Que a humanidade só faz mal.
    Só poderemos ver baleias em livros de história
    Tendo nosso planeta sob uma eterna “palmatória”
    Onde Ele “apanha” todos os dias e noites
    Quando tem parte de sua vida destruída aos montes!
    O que será que temos a ver com tudo isso?
    Temos muito o que fazer, mas não queremos nenhum “compromisso”
    Pois estamos tão ocupados com nossos interesses pessoais
    Que deixamos para trás tudo e muito mais.
    A natureza chora e eu nada faço
    Perdemos tudo lentamente.... A cada passo!
    As calotas polares estão derretendo
    E o mundo está perdendo
    Sua gente e sua beleza
    Isso é um quadro que me traz tristeza
    Pois vejo gente vendendo bicho silvestre na praça
    Bicho da mata ou bicho de raça
    Em gaiolas ou caixas de madeira
    Põe nossos bichos em um coleira.
   Nossos mares estão sujos e impróprios pra uso
   Tudo isso me deixa muito confuso
   Se nosso mundo é nosso, por que destruímos tamanha beleza?
   Tudo por dinheiro...Tudo por poder... E mundo fica em eterna tristeza....”
Depois que terminei minhas palavras, resolvi abrir meus olhos bem devagar, pois temia ver meus    colegas de classe rindo após ouvirem minhas palavras, porém para minha surpresa, estavam todos muito quietos e atentos ao que eu acabara de dizer....Fiquei surpreso ao ver aquilo, pois realmente não esperava essa reação.
Minha professora estava com lágrimas nos olhos depois de ouvir minha palavras. Ela começou a bater palmas e logo após a classe inteira fazia o mesmo, todos levantaram-se começaram a aplaudir-me, como eu se eu fosse alguma celebridade.
A professora colocou-se novamente à frente da classe e disse à turma:
- Se todos pensassem assim, não teríamos que enfrentar esse problema da qual passamos hoje. Muitos pensam assim, porém a grande maioria não. Pensemos sobre isso, pensemos que o problema do aquecimento global é problema de cada um, não somente do governo e dos líderes mundiais, mas é um problema meu e seu. Se cada um fizer a sua parte, nosso mundo será um lugar melhor para se viver.
Fiquei feliz ao ouvir aquelas palavras da professora e fiquei inspirada a fazer ainda mais para ajudar a natureza, que é meu lar. Hoje trabalho na área ambiental e dou palestras em muitas escolas e universidades, alertando as pessoas e orientando-as ao que cada um de nós deve fazer para salvar nosso planeta, que está morrendo e pede nossa ajuda!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Curando as feridas da alma

Pense em uma geração vivendo em uma paz infinita,
pense em uma era de harmonia, onde o branco dá a mão ao negro
e o índio, ao asiático,
o árabe ao americano
o latino ao europeu,
pois não haveria mais nação
ou fronteiras para o amor.
Haveria somente um país, o país de todos
para todas as raças e religiões
um país livre para homens, mulheres, negros e brancos.
Pense em um país onde chamaríamos um ao outro de irmão
onde converteríamos espadas em foices
onde plantaríamos e jamais levantaríamos a mão para destruir.
Pense em uma nação onde não derramaríamos lágrimas
só as de alegria,
onde nossos filhos seriam criados em igualdade
onde o pobre comeria na mesa com o rico
e onde houvesse gentileza nas palavras
onde o amor curaria todas as feridas das almas dos homens.
Pense em uma nação onde trabalharíamos pelo bem dos outros
para construir e nunca para destruir
onde plantaríamos sementes de esperança
para as futuras gerações colherem.
Pense em uma nação onde não se morreria de fome
pois todos consagrariam seus bens, seu alimento e amor ao seu próximo,
pense... não haveria miséria, dor ou fome!
A intolerância, 
a inveja, 
o ódio,
o ressentimento, 
a cobiça 
a vingança
e o orgulho 
tem sido sido a miséria desse mundo
tem trazido a guerra, o mal, a dor, fome e morte.
Se você puder imaginar,
se você conseguir sentir esse amor
o amor que perdoa, 
que transforma
que cuida
que cura
que tolera
que muda ideias
que muda vidas.
Se você quer um mundo assim, comece dentro de você,
comece em sua casa,
comece no seu coração.
Transforme sua vida e verás que o mundo ao seu redor também se transformará.
O mundo que vivemos pode ser facilmente mudado
se apenas decidirmos começar,
mesmo que comece por mim e por você,
o primeiro passo pode ser difícil, 
mas sem dúvida é possível.
Curar as feridas da alma não depende apenas de uma nação inteira
depende de você!








quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Hipocrisia da burguesia

Onde está a justiça que prometeram a meus filhos?
Meus amigos vivem andando sobre esses trilhos
e meus irmãos andam sem um lugar para reclinarem a cabeça,
Esperamos o dinheiro chegar antes que o dia amanheça!
Nunca olharam para nós porque vivemos em miséria e pobreza
prometeram-nos comida que nunca chegou em minha mesa.
Desprezam-nos porque somos a escória e envergonhamos a burguesia
com nossos farrapos e nossos pés descalços vivemos nessa sociedade de hipocrisia.
Nunca deram a chance para que meu filho estudasse com decência
pois ele não pode ficar na escola de rico, pois isso é decadência!
Tiraram a comida do meu filho negro porque o tratam como doente
não somos tais, nem dementes
somos aqueles que a sociedade rejeitou
aqueles que o rico apedrejou.
Algumas coisas não são nada além de grandes mentiras
pois meu filho foge da bala perdida e se esconde dos “tiras”
pois minha casa não passa de uma “caverna” escura
e refugio-me debaixo de uma manta escura.
Onde está a igualdade prevista por lei?
Onde está tudo isso que eu nem mesmo sei?
Comemos o que sobrou da mesa do burguês
como os escravos faziam com seu dono português,
vivemos das migalhas que os ricos atiram para os pombos comerem,
somos mais do que animais, não restos que ficam para apodrecerem.
Somos os excluídos, os que ainda morrem de malária
os que não podem sobreviver porque não tem uma conta bancária,
os que ficaram para trás, os que não tem o que comer
os que vivem mendigando no semáforo da manhã ao entardecer.
Somos os que não tem saúde, os que morrem na fila do hospital
somos os que tem dengue, hepatite e todo tipo de mal,
os que não se curam porque são jogados fora
excluídos ontem, amanhã e agora.
Somos como escória, como lixo hospitalar é lançado no esgoto
mesmo estando vivo ou morto.
Eles não querem ver o que envergonha suas vidas corruptas
enquanto nossos filhos passam fome nessa “grutas”
comendo o lixo que vocês jogaram para os cães,
como se fôssemos animais em busca de pedaços de pães.
Vocês só querem ver aquilo que lhes traz prazer
mas nunca nos viram, pois nem sabem o que fazer.
A fome nunca chegou no palácio onde vivem
talvez nunca sintam isso enquanto viverem.
Enquanto vocês se deliciam com caviar e vinho tinto
não imaginam como vivo ou o que sinto!
Espancam-nos porque o rico não vai para a cadeia nesse país,
jogam-nos nas masmorras porque não temos dinheiro nem raiz,
pois não temos nome nem antepassados
estamos jogados por aí e nesse mundo cruel fomos arremessados,
com crueldade somos julgados pela nossa cor e classe social
sem piedade nos pisoteiam e somos menos do que um animal irracional.
E ainda querem que meu filho não os repudie
por viver nessa eterna imundície.
Eu vivo buscando justiça aos menos afortunados
comida para aqueles descamisados
casa para os que vivem nas ruas
que contam seus segredos para a lua
e compartilham suas dores com o vento
e vivem a procura de alento!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Curar um mundo doente

Como curar essas feridas?
Essa dura prova tem que ser cumprida.
Nosso mundo está morrendo
e como ele toda a humanidade vai perecendo.
Precisamos de um mundo melhor para nossa geração
pois não somos países, somos uma só nação
somos a nação do mundo
que precisa compartilhar tudo
o pão, a água, a paz e a vida
não precisamos de armas, precisamos de comida!
Nossos filhos não podem sofrer pela nossa negligência
nossa insensatez ou nossa estúpida exigência!
Perdoe para que possa ser perdoado,
estenda sua mão ao próximo para ele possa se sentir amado.
Nossa estupidez vai trazer-nos tanta dor
estamos destruindo nosso lar sem o menor pudor.
Os inocentes sofrerão pelas nossas escolhas erradas
perder-se-ão nas trevas e confundirão essa estrada.
Tanta dor devastando a humanidade
perdemos a inocência, perdemos a humildade
matamos por religião, por dinheiro e por poder
matamos por ódio ou matamos sem querer,
abandonamos nossos filhos e os jogamos fora no lixo
como se nada valessem, como se fossem bicho!
Se você quiser, você pode dar seu amor
pode estender sua mão ao que sente dor,
em meu coração você é meu irmão
aquele que vou carregar nos braços e estender minha mão
não importa sua cor, país ou religião
somos todos cidadãos do mundo, de uma só nação.
Precisamos dar as mãos e salvar nosso lar
nossa Terra, nossa eterna mãe que nos dá água e ar.
Vamos curar as feridas desse mundo,
que está morrendo, está moribundo.
Nossa humanidade precisa cuidar do que é seu,
tudo isso é nosso e não somente “meu”.
Vamos fazer melhor, vamos cuidar do que nos é mais precioso
para nós e nossos filhos, pois a vida é nosso bem mais valioso.
Deixemos de fazer guerra e vamos plantar
vamos cultivar a vida e vamos trabalhar
vamos salvar o mundo e vamos dar as mãos
pois na verdade, somos todos irmãos.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Os frutos da verdadeira felicidade

Certo dia ponderei sobre meus dias de luta
vi que em muitos deles caí em meio as dúvidas,
meus dias de vitória foram poucos
e os dias de derrota foram grandes.
Minhas quedas me levaram a enxergar que nada sei,
nunca compreendi na verdade que quando se sabe sorrir
não preciso falar mais nada
pois tudo já se compreende.
Nunca aprendi a sorrir,
nunca aprendi a lutar
nunca aprendi a perder.
Quantas vezes eu repeti a mesma coisa
quantas vezes cometi os mesmos erros
e quantas vezes cai no mesmo lugar.
Nada sei e continuo sem acreditar
que o silêncio vale mais do que mil palavras aleatórias
No entanto, demorou muito para eu compreender tudo isso.
Minhas palavras se tornaram vãs
e meus dias de paz se tornaram um tormento.
Quando percebi que em minha mente se passavam muitas perguntas
vi que faltava-me a humildade que nunca compreendi.
Meus dias de culpa já se haviam passado
restava-me agora compreender que não nasci para escolher a ruína da alma,
mas nasci para entender a grandiosidade que advém através da humildade,
humildade essa que produz os frutos para a felicidade. 

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Semente do amanhã

Às vezes nos deparamos com pedras no nossa estrada
que nos fazem esquecer da vida passada,
nos fazem viver o hoje, como se amanhã fosse remoto
e nossa vida passa como se fosse um maremoto.
Pensamos que tipo de mundo estamos deixando para nossa posteridade
e esquecemos de perguntar: que tipo de posteridade estou deixando para o mundo e para a eternidade?
Somos o dia de amanhã, somos o passado e somos o presente,
somos a vida que se passa tão ausente,
vivemos tudo e não vivemos nada
quando morremos achamos que não valemos nada
e tudo fica para trás e a alegria está terminada!
A vida se escorre por entre nossos dedos
criamos problemas e vivemos cheios de medos.
Os fantasmas dos nossos preconceitos nos atemorizam
tiram nosso sono e nos desmoralizam,
inventamos a sorte, o azar e a dor
criamos o mal, a tristeza e o dissabor
onde está a felicidade que parece tão distante?
Onde está a harmonia nesse instante?
O coração cansado e errante
vive em agonia exaustante!
Sugamos” do tudo das pessoas e do mundo
não retribuímos nada e vivemos no fundo
no fundo da amargura e do orgulho
pensamos ser tudo e as vezes não passamos de “entulho”.
Só estamos acostumados a ouvir “sim”
e quando ouvimos “não”, cremos ser o fim.
Se queremos viver bem,
precisamos nos esforçar para sermos alguém
não alguém que passa pela vida escondido
mas que faz a presença e não fica perdido.
Viver é a busca incansável pela felicidade
é a busca pelo amor e pela igualdade
pela fé e pela fraternidade
não apenas a minha ou a sua
mas de todos os que estão aqui e na “rua”.
Ser amigo não é apenas dar a mão quando o outro está feliz
mas dar o ombro quando o outro está infeliz
é chorar com os que choram
consolar os que imploram
fortalecer o joelho enfraquecido
buscar aquele que foi esquecido
orar por aqueles que precisam de proteção
abrir os braços aos que precisam de compaixão!
Nossos corações estão fartos de malícia e egoísmo
precisamos de mais amor e altruísmo
precisamos de mais compaixão e solidariedade
mais empatia e igualdade.
Queremos o mundo conquistar
mas nosso coração está distante de amar.
Pensamos em mudar o mundo
nosso coração ainda está poluído e imundo!
Nossa mente tenta tudo criar
mas vive em uma fantasia que não dá para imaginar!
O mundo precisa da força do amor
não de mais ódio ou rancor.
Precisamos ser mais compreensivos e tolerantes
menos avarentos ou inconstantes.
É de mais amor ao próximo que precisamos
e menos satisfação pessoal necessitamos.
Somos aquilo que desejamos em nosso coração
muitas vezes somos criaturas buscando apenas satisfação.
O que produzimos é a semelhança dos nossos pensamentos
vivemos apenas o hoje e os momentos.
Mudar é tão somente uma escolha, uma decisão
viver é mais do que uma opção.
Fazer a diferença não trará resultados imediatos,
os resultados virão aos que forem sensatos,
os que buscam alegria nas coisas vãs e loucas
terão sua vã recompensa e suas risadas serão poucas.
Acreditar que o mundo pode ser diferente
depende de sua atitude coerente
tudo depende de nós e quase nada depende dos outros.
nossa felicidade depende de nossas escolhas e atitudes
nossa tristeza muitas vezes advém dos erros amiúdes.
Erga a cabeça e siga teu caminho com sobriedade
viva sua vida com dignidade
ensine seus filhos o amor e a compaixão
o respeito, o trabalho e a devoção
e verás que o mundo será melhor do que se anseia
e a vida, um bem maior para que se creia.
Sei que há esperança de mudar
e a vida terá sua chance de continuar....

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Aprender pelas experiências

A vida é um mistério contínuo que insiste em esconder seus segredos mais obscuros.
Somos muitas vezes levados de uma praia à outra pela correnteza de nossa insensatez e pelas peripécias de nossa existência e quase nunca sabemos ao certo onde vamos ancorar nossos barcos ou se vamos encontrar um porto seguro para nossas almas.
Em uma estrada longa e contínua, certamente não sabemos onde ela termina, assim também não sabamos quando nossa aventura mortal acabará.
Muitas veze caminhar por essa vida é como encontrar um túnel escuro, onde só existe uma entrada e apenas uma só saída, contudo, atrasamos nossos passos e tropeçamos em nossos próprios pés como se fôssemos cegos.
Às vezes nos deparamos com uma bifurcação bem no meio de nossa jornada terrena e o caminho que vamos tomar depende apenas aonde nós queremos chegar.
Há ocasiões em que amigos são essenciais e outras em que eles são mais do que pedras de tropeço. Precisamos diferenciar os bons dos maus amigos e levar em conta que os maus são como erva daninha que cresce nos jardins de nossa vida. Não podemos apenar arrancá-los de uma só vez, para que não machuque-nos, mas podemos cultivar melhor nossas belas flores para que as ervas não tenham espaço no nosso jardim, fortalecendo nossas flores e alimentando nossas plantas para que elas sufoquem a praga que tentará nascer entre elas.... Assim são nossas amizades, se fortalecermos aquilo que é bom, o mal será inibido e não tomará espaço em nossas vidas, e certamente não resistirão.
Muitas vezes quando caímos ao longo da estrada de nossa vida e não damos conta que cair faz parte do aprendizado, porém permanecer no chão é sentenciar-se à morte e entregar-se como derrotado. Errar faz parte da natureza humana, permanecer no erro é sucumbir-se ao mal e entregar-se ao seu próprio fim.
Não devemos ter compaixão de nós mesmos, antes, precisamos levantar do chão, limpar nossos sapatos e continuar olhando para frente, nunca se esquecendo que se encontrarmos alguém precisando de ajuda, ao longo de nosso caminho, precisamos parar e amparar.
Viver é um desafio e nós travamos uma batalha dentro de nós a cada dia de existência e é no âmago de nosso ser que descobrimos que tipo de pessoa somos, quando escolhemos ser o melhor que podemos ser.

Texto tirado do livro "Reflexões de uma vida" da autora Valentine Cirano

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Amor: a cura para o ódio

Perdemos nossa inocência
perdemos nossa decência,
deixamos nossas prioridades
e escolhemos a maldade.
Criamos um mundo rude e cruel
mais amargo que o puro fel.
Existe um lugar singelo no fundo do teu coração
que clama por compaixão.
Estamos deixando um mundo sombrio e triste
e um sorriso que não mais existe.
Nossas crianças não tem mais a pureza
mas muitas carregam armas cheias de dureza
mostrando uma dura realidade
pois vivemos em um mundo cheio de crueldade!
Faça sua vida melhor a cada dia,
faça sua família crescer forte e sadia.
Somos criados à imagem de um Ser perfeito
mas nosso semblante mostra algo que não aceito,
mas eu sei que há jeito.
Nossos espíritos nunca morrem
pois nossas mentes são livres quando o mundo percorrem.
Somos irmãos em espírito, e na carne somos amigos
mas nosso ódio nos fez crescer inimigos.
Vamos dar as mãos
e viver em eterna união
e mostrar que para tudo há salvação
que nossos filhos não precisam viver em desolação.
Vamos curar o ódio com amor
vamos dar as mãos para plantar uma flor,
você negro, asiático, índio ou branco
que dorme numa mansão ou num banco
mulher ou homem, não importa a religião,
pois no meu coração sempre haverá união
entre os povos e todas as nações
pois hoje entrelaçamos nossos corações,
vamos lutar pela vida e pela liberdade
pela justiça e pela solidariedade
pela paz e pela verdade,
não importa seu idioma ou sua idade
somos filhos de uma mesma mãe, somos irmãos
somos frutos de uma nação,
somos filhos da Terra, nossa casa e nosso lar
que mundo queremos deixar?
Só curamos o ódio com amor e caridade
com amor não fingido, com amor de verdade
Se há como salvar nossos filhos e a futura geração?
A resposta está em seu coração. 
 

terça-feira, 9 de agosto de 2011

A realidade do jogo da vida

Pedro nasceu no interior do país
conhecer o mundo foi o que ele sempre quis
de pés no chão e olhos para o horizonte
ele imaginava a vida além dos montes
passava por problemas e tinha 10 irmãos
trabalhava no campo e a comida vinha de suas mãos.
Seu pai faleceu quando ele nasceu
e nem ao menos seu pai ele conheceu
sua mãe era analfabeta e com saúde fraca, ficou doente
ela partiu, deixando sua semente.
Pedro veio tentar a vida na cidade
e então descobriu que no mundo também exisita a maldade
gente que queria roubar e enganar
logo tentaram seu coração levar,
lembrava de sua mãe, que o havia ensinado:
seja honesto para não ser enganado
e o menino seguiu sua orientação
e descobriu que tinha uma vocação
foi tentar a vida como faxineiro
depois tentou ser pedreiro e depois lixeiro
também tentou ser lavador de escadas
mas ele viu que sua profissão era a enxada
porém nunca recebera pelo seu trabalho
portanto tentou pegar um atalho
e foi morar em um banco da praça
e via que seu sonho enchia-se de traça.
Pedro trabalhava o dia inteiro
vivia limpando prédio ou canteiro
nos prédios e casas dos ricos patrões
e de noite ele vigiava portões,
e foi aí que ele comprou um barraco
num desses morros ou em qualquer buraco.
Pedro sentia saudade de sua terra
coisas que o próprio tempo enterra,
mas ele não tinha dinheiro para voltar
portanto ficou para não se revoltar
contra o governo e sua gente
que ao trabalhador honesto mente.
Pedro foi assaltar para não morrer
pois ele queria ser alguém, queria sobreviver
porém nosso amigo não era mau
pois ele não queria ser “anormal”
só queria ter uma vida com dignidade
queria apenas uma oportunidade
e então ele mostraria seu imenso valor
mas esse mundo é cheio de ódio e rancor.
ele comia pão velho e as vezes pedia sobras de comida
de porta em porta vivia pedindo, essa era a sua “sina”
“o crime não compensa” ele pensou
mas de lutar em vão ele se cansou.
A vida é dificil e dura
deixa marcas e cicatrizes que não tem cura
por policiais ele foi perseguido
ele roubava para comer, não para ser temido
e por causa de comida, ele matou alguém acidentalmente
sofreu ao saber que sua vida se tornara algo inconsequente
drogas ele teve que negociar para poder viver
e viu que se afundava cada vez mais em um interminável sofrer
logo ele se viu em um beco se saída em uma sociedade corrupta e orgulhosa
perdeu-se para sempre para uma vida egoísta, que ostenta ser poderosa
m um mundo perdido
com padrões morais e éticos decaídos.
Numa cela fria ele foi viver
com marginais da pior qualidade conviver,
daqui a 15 anos ele sairá um verdadeiro profissional
totalmente ingressado numa vida criminal
essa não era a vida que ele pretendia
muito menos a que sua falecida mãe queria
mas a realidade dói demais no coração
em uma sociedade e governo desmoralizado em corrupção
as autoridades fingem ver esses problemas sociais
mas se fixam sem seus próprios assuntos oficiais
e ainda acreditam ter toda a razão
de viverem suas vidas com toda o luxo em uma mansão
se nós é que vivemos em uma eterna prisão!

Crônica do livro "Reflexões de uma vida" - Valentine Cirano